Você já usou seu e-mail para participar de algum quiz? Ou usou uma foto sua para acessar algum app para saber como você ficaria como o sexo oposto? Ou logou na sua conta do Facebook para entrar naqueles sites que mostram o dia em que vai morrer? Já parou para pensar que nesse simples ato, você pode estar dando seus dados pessoais para serem usados de forma indevida? Gerando desde direcionamento de publicidade, até para fins políticos e propagação de Fake News. Até o meio de 2018 o Brasil não tinha nenhuma Lei de Proteção de Dados Pessoais, sendo que vários países da América Latina já tinham, e em comparação com a Europa que tem desde meados dos anos 70. E como podemos nos proteger mais? Helen Nissenbaum, autoridade no assunto, criou um programa que gera consultas aleatórias na hora que você usa o buscador, dificultando a percepção do que realmente você está buscando, e também criou um plugin que toda vez que você entra em algum site, automaticamente ele clica em todos os anúncios, gerando confusão na hora de coletar dados. Mas o mais importante é cuidar na hora de usar determinados apps da “moda” e se tiver alguma dúvida, ler os Termos de Privacidade. Para entrar mais no assunto, deixamos algumas indicações de livros como, “A vida na Sociedade da Vigilância, de Stefano Rodotà”, “Da privacidade à proteção de dados pessoais, de Danilo Doneda”. E recomendamos o episódio “Privacidade”, do programa Expresso Futuro, apresentado pelo Advogado e Pesquisador, especialista em Tecnologia, Ronaldo Lemos.