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24/05/18

TJ/AL: Com perfil amplo, casal adota criança após oito meses no Cadastro Nacional de Adoção

Ayonã Lídia e Cristina Elias falam da felicidade de receber a filha Mirela, portadora da síndrome dos anticorpos anti-fosfolipídicos (SAF)

Quando se decidiram pela adoção de uma criança, Ayonã Lídia da Silva Cabral e Cristina Elias dos Santos fizeram uma única “exigência” após a confirmação de que faziam parte do Cadastro Nacional de Adoção (CNA): acolher uma criança de quem pudessem cuidar com muito amor e que preenchesse o vazio no coração das duas.

Quando preencheram o cadastro, na 28ª Cível da Capital – Infância e Juventude, unidade responsável pelos processos de adoção em Maceió, elas escolheram o perfil de zero a seis anos, sem restrição de sexo e podendo ter alguma doença. Oficializada a habilitação, entraram na fila e, oito meses depois, adotaram a pequena Mirela, quando ela tinha um ano e dois meses.

“A gente acha que foi rápido por conta do perfil que as outras pessoas escolhem. Muita gente quer uma criança saudável, bebê, menina branca. Esse não era o perfil da gente. O perfil da gente era bem aberto. A única restrição era a idade da criança, de até seis anos”, explicou Ayonã Lídia da Silva Cabral, de 24 anos.

“Conhecer a Mirela foi um sonho. Assim que a gente chegou lá, a menina trouxe a Mirela do berçário. Foi uma alegria. Dali em diante, a gente disse: essa daí é a nossa filha. Não sabia que ela tava tão perto de mim”, afirmou Cristina Elias dos Santos, 36 anos, companheira de Ayonã Lídia há três anos.

Mirela não tinha pretendentes em Maceió 

Ayonã soube de Mirella por intermédio da psicóloga da 28ª Vara, Fátima Malta, que informou pelo whatsapp que tinha uma criança sem pretendentes para adoção com uma doença que acomete a visão e a parte imunológica. “Ela colocou no grupo de apoio a informação de que uma criança portadora da síndrome dos anticorpos anti-fosfolipídicos (SAF), de um ano e dois meses, estava para adoção, mas não tinha pretendentes aqui em Maceió”. 

O problema médico não dificultou a adoção. “Às vezes, a gente quer adotar colocando aquela expectativa de que a criança vai agradecer a gente pelo resto da vida. No nosso caso, foi uma via de mão dupla. A gente sonhava em ser mãe e ela estava precisando de uma família. Então, deu tudo certo”, disse Ayonã.

Ayonã compara intervalo entre o primeiro contato com Mirela e a adoção à emoção do parto. “Quando eu a conheci, foi como se eu tivesse tendo um parto naquele momento. Foi uma emoção muito grande e, com a convivência, a gente foi adquirindo o amor que nós temos por ela”, comentou, emocionada.

Deficiência, carinho e muito, muito amor

A deficiência de que é Mirela é portadora, avalia Cristina, facilitou o processo de adoção. “Eu achava que ia demorar, mas penso também que foi rápido por causa da deficiência dela”, recordou, em entrevista à TV Tribunal, na sede da 28ª Cível da Capital – Infância e Juventude, no bairro da Ponta Verde, em Maceió.

A adoção de Mirela mudou para melhor a vida do casal. Hábitos muito comuns para pessoas solteiras, como sair rotineiramente à noite, foram deixados de lado. Tudo para que as mamães pudessem dar a melhor assistência possível à garotinha, sempre alegre e muito sorridente quanto está nos braços das duas.

“Adotar é muito, muito amor e que tem muita criança esperando pelo amor de uma família. Tem gente que diz: ‘quero uma criança de olhos claros, perfeita’. Não existe isso. Tem tantas crianças que querem uma mãe e um pai, duas mães, dois pais, independente, elas só querem ser amadas”, diz Cristina.

“Hoje, eu sei o que é ser mãe, o que é dar carinho, amor, cuidar, proteger. Hoje eu tenho muito amor pela minha filha. Adoção, para a gente, é amar. É muito especial adotar uma criança. Adoção é amor, muito amor”, reforçou Cristina, sob observação atenta da pequena Mirela. “Estamos felizes demais” 

No dia 25 de maio é comemorado o Dia Nacional da Adoção, criado em 1996 no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção. A Diretoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) conversou com alguns pais adotivos, pretendentes, magistrados e servidores que atuam na área para relatar suas experiências.

Fonte: TJ/AL

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24/05/18

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Quando se decidiram pela adoção de uma criança, Ayonã Lídia da Silva Cabral e Cristina Elias dos Santos fizeram uma única “exigência” após a confirmação de que faziam parte do Cadastro Nacional de Adoção (CNA): acolher uma criança de quem pudessem cuidar com muito amor e que preenchesse o vazio no coração das duas.

Quando preencheram o cadastro, na 28ª Cível da Capital – Infância e Juventude, unidade responsável pelos processos de adoção em Maceió, elas escolheram o perfil de zero a seis anos, sem restrição de sexo e podendo ter alguma doença. Oficializada a habilitação, entraram na fila e, oito meses depois, adotaram a pequena Mirela, quando ela tinha um ano e dois meses.

“A gente acha que foi rápido por conta do perfil que as outras pessoas escolhem. Muita gente quer uma criança saudável, bebê, menina branca. Esse não era o perfil da gente. O perfil da gente era bem aberto. A única restrição era a idade da criança, de até seis anos”, explicou Ayonã Lídia da Silva Cabral, de 24 anos.

“Conhecer a Mirela foi um sonho. Assim que a gente chegou lá, a menina trouxe a Mirela do berçário. Foi uma alegria. Dali em diante, a gente disse: essa daí é a nossa filha. Não sabia que ela tava tão perto de mim”, afirmou Cristina Elias dos Santos, 36 anos, companheira de Ayonã Lídia há três anos.

Mirela não tinha pretendentes em Maceió 

Ayonã soube de Mirella por intermédio da psicóloga da 28ª Vara, Fátima Malta, que informou pelo whatsapp que tinha uma criança sem pretendentes para adoção com uma doença que acomete a visão e a parte imunológica. “Ela colocou no grupo de apoio a informação de que uma criança portadora da síndrome dos anticorpos anti-fosfolipídicos (SAF), de um ano e dois meses, estava para adoção, mas não tinha pretendentes aqui em Maceió”. 

O problema médico não dificultou a adoção. “Às vezes, a gente quer adotar colocando aquela expectativa de que a criança vai agradecer a gente pelo resto da vida. No nosso caso, foi uma via de mão dupla. A gente sonhava em ser mãe e ela estava precisando de uma família. Então, deu tudo certo”, disse Ayonã.

Ayonã compara intervalo entre o primeiro contato com Mirela e a adoção à emoção do parto. “Quando eu a conheci, foi como se eu tivesse tendo um parto naquele momento. Foi uma emoção muito grande e, com a convivência, a gente foi adquirindo o amor que nós temos por ela”, comentou, emocionada.

Deficiência, carinho e muito, muito amor

A deficiência de que é Mirela é portadora, avalia Cristina, facilitou o processo de adoção. “Eu achava que ia demorar, mas penso também que foi rápido por causa da deficiência dela”, recordou, em entrevista à TV Tribunal, na sede da 28ª Cível da Capital – Infância e Juventude, no bairro da Ponta Verde, em Maceió.

A adoção de Mirela mudou para melhor a vida do casal. Hábitos muito comuns para pessoas solteiras, como sair rotineiramente à noite, foram deixados de lado. Tudo para que as mamães pudessem dar a melhor assistência possível à garotinha, sempre alegre e muito sorridente quanto está nos braços das duas.

“Adotar é muito, muito amor e que tem muita criança esperando pelo amor de uma família. Tem gente que diz: ‘quero uma criança de olhos claros, perfeita’. Não existe isso. Tem tantas crianças que querem uma mãe e um pai, duas mães, dois pais, independente, elas só querem ser amadas”, diz Cristina.

“Hoje, eu sei o que é ser mãe, o que é dar carinho, amor, cuidar, proteger. Hoje eu tenho muito amor pela minha filha. Adoção, para a gente, é amar. É muito especial adotar uma criança. Adoção é amor, muito amor”, reforçou Cristina, sob observação atenta da pequena Mirela. “Estamos felizes demais” 

No dia 25 de maio é comemorado o Dia Nacional da Adoção, criado em 1996 no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção. A Diretoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) conversou com alguns pais adotivos, pretendentes, magistrados e servidores que atuam na área para relatar suas experiências.

Fonte: TJ/AL

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Todos os direitos reservados ao autor 2016.
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